Há algum tempo, na tentativa de definir questões pendentes, juntei tudo que consegui produzir em palavras. Algumas coisas tocaram o meu coração com lembranças que quase se perderam. Porém, como todo o processo me ajudou a construir um pouco do que sou em minha melhor face, está aqui o meu presente feito pra você e pra vida. Os prediletos são de amigos. Os outros são meus. Espero que goste da embalagem.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
No Silêncio
Ajuda-me, Senhor, a ser silenciosa,
fazer tua obra sem ostentação;
ensina-se a dar com a mão direita,
sem que o saiba minha outra mão.
Sei que falas no fragor da tempestade,
no bramido selvagem do mar,
Mas prefiro ver teus dedos nas estrelas,
numa noite silenciosa e de luar.
Sei que falas no tufão que amedronta,
na montanha que se explode no vulcão,
Mas prefiro ver-te no silêncio da planta,
quando tiras uma flor de um botão.
A carroça vazia é que faz mais barulho
ao rodar sobre as pedras da calçada:
a ser um palácio vazio,
ser choupana pobre, porém habitada.
ensina-se a dar com a mão direita,
sem que o saiba minha outra mão.
Sei que falas no fragor da tempestade,
no bramido selvagem do mar,
Mas prefiro ver teus dedos nas estrelas,
numa noite silenciosa e de luar.
Sei que falas no tufão que amedronta,
na montanha que se explode no vulcão,
Mas prefiro ver-te no silêncio da planta,
quando tiras uma flor de um botão.
A carroça vazia é que faz mais barulho
ao rodar sobre as pedras da calçada:
a ser um palácio vazio,
ser choupana pobre, porém habitada.
de Myrtes Mathias
domingo, 1 de novembro de 2009
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