sábado, 2 de janeiro de 2010

Metades

Metades…
Medo. Esperança. Coragem.
 4 meses
Medo da crueldade dos homens
da roda-viva da vida
onde mais “fortes” pisoteiam
mais “fracos”
quando todos se esquecem
que são irmãos
que são gente.
 
a flor
Esperança de ver tudo mudado
fé no que faço,
crença na vida.
Apesar das situações várias
não calarei minha boca jamais
não taparei meus ouvidos
falarei e escutarei…
porque metade de mim é reflexão;
a outra metade, ação.
Metade de mim é amor
a outra metade, paixão.
Metade de mim é insensível,
forjada como resistência as atrocidades atuais;
a aoutra metade delicadeza que floresce da beleza
e simplicidade espirituais.
Metade de mim, me ama,
a outra metade me odeia.
Metade de mim me aprova,
a outra metade me condena.
Contradição?
Não!
Complexidade?!
Explicar metades não explica o todo.
Medo de desvendar-me
Medo de calar.
Medo de complicar.
 5 meses
Coragem de conviver comigo mesma
(e mais um pouco)
de buscar entender essa completude.
Coragem de gritar, de calar e de ouvir.
Coragem para simplificar e viver.
Porque metade de mim é amor,
a outra metade tenta ser.

Que minha confusão seja compreendida
porque uma parte de mim é o silêncio,
mais que a metdade, um vulcão.

Um comentário:

  1. Escrevi esse texto há muito tempo. Além de me traduzir, sempre que eu leio lembro mais de mim.E sorrio.

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