Medo. Esperança. Coragem.
Medo da crueldade dos homens
da roda-viva da vidaonde mais “fortes” pisoteiam
mais “fracos”
quando todos se esquecem
que são irmãos
que são gente.
Esperança de ver tudo mudado
fé no que faço,
crença na vida.
Apesar das situações várias
não calarei minha boca jamais
não taparei meus ouvidos
falarei e escutarei…
porque metade de mim é reflexão;
a outra metade, ação.
Metade de mim é amor
a outra metade, paixão.
Metade de mim é insensível,
forjada como resistência as atrocidades atuais;
a aoutra metade delicadeza que floresce da beleza
e simplicidade espirituais.
Metade de mim, me ama,
a outra metade me odeia.
Metade de mim me aprova,
a outra metade me condena.
Contradição?
Não!
Complexidade?!
Explicar metades não explica o todo.
Medo de desvendar-me
Medo de calar.
Medo de complicar.
Coragem de conviver comigo mesma
(e mais um pouco)
de buscar entender essa completude.
Coragem de gritar, de calar e de ouvir.
Coragem para simplificar e viver.
Porque metade de mim é amor,
a outra metade tenta ser.
Que minha confusão seja compreendida
porque uma parte de mim é o silêncio,
mais que a metdade, um vulcão.
Escrevi esse texto há muito tempo. Além de me traduzir, sempre que eu leio lembro mais de mim.E sorrio.
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