quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A cruz para o mundo

cruz

30 mil pessoas eram crucificadas por ano pelos romanos.

A cruz não foi acidente, nem foi uma medida-tampão. Foi tudo, menos inesperada. A cruz não só era cruel, humilhava as vítimas. Não provava apenas o amor generoso de Deus, mas a intensidade de nosso pecado e da nossa rebelião contra ele. Ele tomou sobre si...(Is 53.4,5). O sofrimento de Jesus foi terrível porque nosso pecado é terrível. Um Deus com feridas! Veja como ele nos amava! Ele me viu! Viu você!

Uma adoção da África.

Uma criança foi a única sobrevivente de um incêndio. Por considerá-la especial, um sábio quis adotá-la. Um rico achou-se mais qualificado. Um homem apareceu na multidão e requereu o direito. Suas mãos estavam queimadas. O céu está diferente por causa do Cordeiro que foi morto. A cicatriz permanece como lembrança de nosso pecado e de sua graça.

Nietzche: “Eu poderia acreditar em seu Salvador, se eles parecessem mais salvos!”

A menos que vivamos a cruz, o mundo não terá nenhuma razão para acreditar. A cruz é posta sobre todos os cristãos. Quando Cristo chama alguém, ele o convida a vir e morrer...Quem é Cristo para nós? Não só os rejeitados, mas aqueles a quem criticamos também. Na África do Norte, primeiros séculos: Jovens cristãos ‘lixeiros’ recolhiam cadáveres vítimas da peste, lavavam e enterravam. Até mesmo os iníquos mereciam um enterro decente. Eles pareciam mais salvos.

À Meia-noite

 

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O jogo só termina quando o apito final é tocado.

A batalha só é ganha quando o inimigo se rende.

Tudo pode ser perdido até ser terminado.

Não adianta ficar até dez pras doze.

É preciso estar lá à meia-noite, quando a trombeta tocar.

 

(DESCONHECIDO)

Irmãos diferentes

 

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A História da relação dos mulçumanos e cristãos antes de ser religiosa é familiar. Abraão é o pai de todos os que crêem. De acordo com as promessas de Deus, cada um é bendito ou maldito, dependendo da sua relação com o pai da fé. Ao longo da história, cristãos, judeus e muçulmanos buscam ostentar seu vínculo com o pai da fé. Se há uma explicação bíblica explícita para esta animosidade, ela remonta aos tempos de Abraão. Os judeus são descendentes de Isaque, filho de Abraão. Os árabes são descendentes de Ismael, também filho de Abraão. Sendo Ismael filho de uma mulher escrava (Gênesis 16:1-6) e Isaque sendo o filho prometido que herdaria as promessas feitas a Abraão (Gênesis 21:1-3), obviamente haveria alguma animosidade entre os dois filhos. Como resultado das provocações de Ismael contra Isaque (Gênesis 21:9), Sara disse para Abraão mandar embora Agar e Ismael (Gênesis 21:11-21). Isto causou no coração de Ismael ainda mais contenda contra Isaque. Um anjo até profetizou a Agar que Ismael viveria em hostilidade contra todos os seus irmãos (Gênesis 16:11-12).

A religião do Islã, à qual a maioria dos árabes é aderente, tornou essa hostilidade mais profunda. O Alcorão contém instruções de certa forma contraditórias para os muçulmanos em relação aos judeus. Em certo ponto, ele instrui os muçulmanos a tratar os judeus como irmãos, mas em outro ponto, ordena que os muçulmanos ataquem os judeus que se recusam a se converter ao Islã. O Alcorão também introduz um conflito sobre o qual filho de Abraão era realmente o filho da promessa. As Escrituras hebraicas dizem que era Isaque. O Alcorão diz que era Ismael. O Alcorão ensina que foi Ismael a quem Abraão quase sacrificou ao Senhor, não Isaque (em contradição a Gênesis capítulo 22). Este debate sobre quem era o filho da promessa contribui para a hostilidade de hoje em dia.

A Economist edição dupla, que cobre a quinzena final de 2007, traz uma reportagem sobre o equilíbrio dos dois filhos do judaísmo. De um lado, como financiadores, estão os poderosos evangélicos norte-americanos, que investem pesadamente na formação de missionários para espalhar pelo mundo. Do outro, estão a família real saudita e incontáveis milionários do petróleo árabes que gastam um bom dinheiro para espalhar o seu livro sagrado a qualquer interessado.

Os cristãos são mais espertos quando o assunto é marketing: no mercado dos EUA, há Bíblias de todos os tipos, adaptadas para crianças, adolescentes, adultos, comentadas ou não, há revistas multicoloridas, há filmes. E este material vai se espalhando em línguas várias.

Os muçulmanos têm uma tremenda vantagem: na maioria dos países islâmicos, a tentativa de converter qualquer um a outra religião é crime – muitas vezes, só rezar para outro Deus já é passível de cadeia ou outra pena. Então o Islã tem livre acesso à Europa, aos EUA e Américas, enquanto missionários cristãos não podem jogar no campo inimigo, salvo imenso risco.

Mas nem tudo é positivo. O Onze de Setembro foi uma rasteira. A maioria das entidades filantrópicas que investiam no espalhar da religião de Maomé foram declaradas suspeitas ou mesmo ilegais, por conta de envolvimento com o financiamento do terrorismo. Além disso, o terror despertou uma profunda desconfiança mundial. Não bastasse, islâmicos resistem a técnicas modernas de marketing, já que consideram seu livro sagrado a palavra literal de Deus – e não meramente inspiradas por, caso dos cristãos. Mexer com ela seria sacrilégio.

Por sua vez, os cristãos seguem perdendo espaço no coração europeu de sua origem. Por um lado, perdem para o próprio Islã, conforme jovens nascidos em famílias que migraram procuram contato com a religião de pais e avós numa busca de identidade; por outro, perdem para o nada, conforme jovens de origem européia, bem educados, deixam de ter uso para qualquer religião que seja.

Na virada do século XIX para o XX, 200 milhões de muçulmanos viviam no mundo. Foi um século exuberante para o Islã: hoje, são 1,5 bilhão de fiéis. Em compensação, um ocidente cada vez mais laico produziu um crescimento em proporção muito menor à do aumento populacional do cristianismo. Jesus ainda vence Maomé – são 2 bilhões de cristãos, afinal – mas a se julgar pelo ritmo de uma e de outra, em 2050 o Islã deverá ser a maior religião do mundo. O campo está aberto. Pode não haver um choque entre civilizações, mas os grupos interessados particularmente na divulgação de suas religiões farão do choque entre Cristianismo e Islamismo um conflito marcante das décadas porvir.

Crenças: islamismo x cristianismo

Apesar de irmãos, filhos de um mesmo pai, adoradores de um só Deus, o cristianismo e o islamismo são muito distintos em suas crenças. Colocando lado a lado os seus livros de fé (Bíblia e Alcorão) percebe-se nitidamente este debate. Apresentamos uma tabela comparativa demonstrando essas semelhanças e diferenças das crenças a partir de vinte temas:

TEMA

CRISTIANISMO

ISLAMISMO

Vida após a morte

Cristãos estarão com o Deus no céu (Filipenses 1:21-24; 1 Coríntios 15:50-58). Os não cristãos serão lançados no inferno para sempre (Mateus. 25:46). O Paraíso é um estado intermediário entre a morte e a ressurreição (Lc.19:16-31). O Inferno e todos os infiéis serão lançados no lago de fogo para todo o sempre (Ap. 20:14).

Há uma vida após a morte (75:12) uma vida ideal no Paraíso (29:64), para muçulmanos fiéis ou Inferno para os que não são.

Anjos

Seres criados, não-humanos alguns dos quais, caíram em pecado e tornaram-se demônios. Eles são muito poderosos. Os anjos que não caíram levam a cabo a vontade de Deus.

Seres criados sem própria vontade que servem a Deus. Anjos são criados da luz.

Reconciliação

O sacrifício de Cristo na cruz (1 Pedro 2:24) por meio do Seu sangue torna-se o Sacrifício que leva embora a ira de Deus (1 Jo. 2:2) do pecador quando o pecador o recebe (João 1:12), pela fé (Romanos. 5:1), no trabalho de Cristo na cruz.

Não há nenhum trabalho de reconciliação no Islã diferente de uma sincera confissão de pecado e arrependimento pelo pecador.

Bíblia

Inspirada por Deus e formulada sem erros (2 Timóteo. 3:16).

Palavra respeitada dos profetas mas a Bíblia foi corrompida pelos séculos e só é correta na medida em que concorda com o Alcorão.

Crucificação

O lugar onde o Jesus expiou pelos pecados do mundo. Só por este sacrifício que qualquer um pode ser salvo da ira de Deus (1 Pedro 2:24).

Jesus não morreu na cruz. Ao invés, Deus permitiu que Judas se parecesse com Jesus e este fosse crucificado ao invés. Alá mentiu e enganou o povo e foi injusto com Judas, pois fez o rosto de Cristo aparecer sobre ele.

Diabo

Um Anjo caído que opõe a Deus de todos os modos. Ele também busca destruir a humanidade (Isaías 14:12-15; Ezequiel 28:13-15).

Íblis, um jinn caído. Jinn não são anjos nem homens, mas seres criados com vontades próprias. Os Jinns foram criados do fogo, (2:268; 114:1-6).

Deus

Deus é uma trindade de pessoas: Pai, Filho, e Espírito Santo. A Trindade não são três deuses em um deus, nem uma pessoa que tem três formas. Trinitarianismo é estritamente monoteístico. Não há nenhum outro Deus em existência. (Mt. 28:19).

Deus é conhecido como Alá. Alá é uma pessoa, uma unidade rígida. Não há nenhum outro Deus em existência. Ele é o criador do universo (3:191), soberano acima de tudo (6:61-62). No alcorão lemos acerca de Maomé: Fui mandado adorar o senhor desta Terra (ou metrópole) - (Sura 27:91). Alá era um nome que se usava para um dos deuses da Arábia, que era conhecido como o pai das deusas Lat, Uzza e Manat, adoradas por muito.

Céu (Paraíso)

O lugar onde Deus mora. Céu é a casa dos cristãos que são salvados pela graça de Deus. É céu porque é onde Deus e os cristãos desfrutarão amizade eterna com Ele. (Jo. 14:1-3; II 5:1).

Paraíso para muçulmanos, um lugar de alegrias inimagináveis (32:17), um jardim com árvores e comida (13:35;15:45-48) onde são conhecidos os desejos de muçulmanos fiéis, (3:133; 9:38; 13:35; 39:34; 43:71; 53:13-15). Interessante é que há promessas de virgens belas só para os homens (Sura 56:1-56), deveria haver promessas de jovens belos para as mulheres também! Mas não há. O céu do islamismo parece algo bem estranho aos olhos de quem conhece a Bíblia, principalmente no NT que condena veemente a poligamia e a prostituição (I Cor. 7), num olhar sensual.

Inferno

Um lugar de tormento em fogo fora da presença de Deus. Não há fuga do Inferno (Mateus 25:46).

Inferno é um lugar de castigo eterno e tormento (14:17; 25:65; 39:26), em fogo (104:6-7) para esses que não são os muçulmanos (3:131) bem como esses que de quem o trabalho e a fé não são suficientes (14:17; 25:65; 104:6-7).

Espírito Santo

Terceira pessoa da Trindade. O Espírito Santo é completamente Deus em natureza. (Jo. 14:26).

O arcanjo Gabriel que entregou as palavras do Alcorão a Maomé. Os eruditos muçulmanos aplicam o texto de João 14:16 como se fosse uma referência a Maomé, pois no "Alcorão", livro sagrado dos islâmicos, ele é chamado de "Ahmad" (periclytos - que eles consideram a forma correta de parakletos. Acontece porém que o texto no original grego do Novo Testamento não traz "periclytos" (o que é louvado), mas "parakletos" que é consolador. Para tentar dar consistência a seus argumentos os apologistas islâmicos se apegam ao evangelho apócrifo de Barnabé que ao invés de trazer a forma correta "parakletos", traz "periklutos" que expressa o significado do nome Maomé. Mesmo sabendo que é um evangelho espúrio e com erros de gramática , os muçulmanos fazem vistas grossas à isto. O que eles querem mesmo é fazer Maomé ser o "outro consolador" a qualquer custo!

Jesus

Segunda pessoa da Trindade. Ele é a palavra que se tornou carne (João 1:1, 14). Ele é Deus e homem (Colossenses. 2:9).

Um grande profeta, só sucede a Maomé. Jesus não é o filho de Deus (9:30) e certamente não é divino (5:17, 75)) e ele não foi crucificado (4:157). Ou seja, o Jesus do Islamismo é um outro Jesus (II Cor. 11:4).

Dia do julgamento

Acontece no dia da ressurreição (João 12;48) onde Deus julgará todas as pessoas. Os cristãos vão para o céu. Todos os outros para o inferno (Mateus. 25:46).

Acontece no dia da ressurreição onde Deus julgará todas as pessoas. Muçulmanos vão para o paraíso. Todos os outros para o inferno (10:53-56; 34:28). O Julgamento está baseado nas ações de uma pessoa (14:47-52; 45:21-22).

Alcorão

O trabalho de Maomé. Não é inspirado, nem é considerado como escritura. Não há nenhuma verificação precisa dos originais. É um livro que não está estribado no amor, pois manda perseguir e matar os inimigos, enquanto que o NT manda oferecer a outra face (Mt. 5:39).

A revelação de Deus para todo gênero humano dado pelo arcanjo o Gabriel para Maomé num período de mais de 23 anos. Está sem erro e resguardada de erros por Alá. Apesar disso, os muçulmanos acreditam que alguns versos mais antigos foram substituídos. Alguns especialistas afirmam que 225 versos foram suprimidos, o que é motivo de constrangimento para os muçulmanos.

Homem

Feito à imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1:26). O homem é feito como Deus em suas habilidades (razão, fé, amor, etc.).

Não feito na imagem de Deus (42:11). O Homem é feito do pó da terra (23:12) e Alá soprou o fôlego da vida no homem (32:9; 15:29).

Muhammad ou Maomé

Um homem não inspirado nascido em 570 em Mecca que começou a religião islâmica que é completamente diferente da ensinada por Jesus Cristo

O último e maior de todos os profetas de Alá e o Alcorão é o maior de todos os seus livros

Pecado original

Este é um termo que descreve o efeito do pecado de Adão nos seus descendentes (Rom. 5:12-23). Especificamente, é nossa herança da natureza pecaminosa de Adão. A natureza pecaminosa de Adão é passada de pai para filho. Nós somos por natureza os filhos da ira (Efésios. 2:3).

Não existe nenhum pecado original. Todas as pessoas são sem pecado até que eles se rebelem contra Deus. Elas não têm natureza pecaminosa.

Ressurreição

Ressurreição de todas as pessoas, são ressuscitados os não cristãos para condenação eterna e cristãos à vida eterna (1 Cor. 15:50-58).

Ressurreição, alguns para o céu, alguns para o inferno (3:77; 15:25;75:36-40; 22:6).

Salvação

Um dom gratuito de Deus (Efésios. 2:8-9) para a pessoa que acredita em Cristo e no Seu sacrifício na cruz. Ele é o nosso mediador (1 Timóteo. 2:5). nenhum esforço é de qualquer forma suficiente para merecer a salvação desde que nossos esforços são todos inaceitáveis a Deus (Isaías 64:6).

A salvação depende do esforço e das boas obras de cada um.

Filho de Deus

O termo que define que Jesus é divino (João 5:18).

Jesus não pode ser filho de Alá.

A Palavra

"No princípio era o verbo e o verbo estava com Deus e o verbo era Deus... e o verbo se tornou carne e habitou entre nós..." (João 1:1, 14).

A ordem de Alá que resultou em Jesus que foi formado no útero de Maria

Baseada em Questões Respondidas - www.gotquestions.org

Dicotomias e possibilidades

As diferenças entre cristãos e mulçumanos vão além da política e da teologia. Outras questões religiosas, éticas, os modos de pensar e outros elementos culturais assinalam esses grupos formando dicotomias.

Enquanto para o cristão a religião é coisa pessoal, para um mulçumano integra vida familiar e social. As crianças islâmicas são criadas numa sociedade cuja fé tem pouco espaço para individualidades, é a fé da comunidade, da família. Deixar essa fé é o mesmo que se render ao inferno, um inferno que começa pelo ostracismo a que é submetido o herege, aquele que nega o Alcorão e os preceitos de Maomé, o grande profeta. Estatísticas demonstram o alto índice de deserção dos cristãos da sua fé, uma fé pessoal, arbitrada pelo individuo. Isso é incompreensível para um mulçumano.

Alguns valores têm alta relatividade nas relações de cristãos e mulçumanos. Para estes, por exemplo, existem vários tipos e pecado, enquanto cristãos entendem que todo ato de desobediência a Deus tem o mesmo valor e o mesmo castigo: a morte eterna. O mesmo acontece com o perdão que para os mulçumanos pode ser vingado e para os cristãos, em obediência a Bíblia, deve ser concedido sete vezes sete, de forma generosa, sendo esquecida a dívida.

Um ícone do cristianismo para os mulçumanos são os Estados unidos, conhecidos por serem fornecedores de armas para os palestinos, seus inimigos políticos e religiosos. A partir da sua programação televisiva e de seus filmes cinematográficos, com roupas indecentes, beijos públicos, imagens de sexo e comportamentos lascivos, a moral dos cristãos é ridicularizada pelos mulçumanos passando a ser entendida como depravada e hipócrita. O que para alguns pode ser um contra senso, observada a perspectiva da visão sensual que os adoradores de Alá têm do céu.

Discussões à parte, um fato é que estamos cada vez mais acostumados às ações violentas dos islamitas radicais, de sua fé militante. Eles matam missionários no Iraque, explodem trens na Espanha, jogam bombas num clube noturno em Bali, e vários outros casos. O islamismo, como religião projeta muitas metas idealistas e virtudes morais, em que se deve dar a vida pela fé, transformando fiéis em suicidas. Os cristãos acreditam na abnegação, na mensagem de paz e perdão, pela qual o mártir é um “herói” que cumpre sua missão, podendo ou não ser morto (veja não se matar) por Cristo.

A partir disso, instaura-se uma nova polaridade mundial: cristianismo x islamismo. Antes os cristãos se dividiam entre si. Hoje, irmãos diferentes retomam sua história, permeados por barreiras políticas e nacionais, por feridas profundas de amargura que as Cruzadas dos séculos XI e XIII formaram. Que essa inimizade possa se encerrar como a visita do rev. David Mitchell e sua esposa à Bilquis Sheikh, mulçumana que viveu uma experiência de encontro com Cristo a partir de seus sonhos.

Foi uma visita estranha. Acho que esperava certa pressão da parte dos Mitchell quanto a aceitar sua religião, mas nada parecido com isso aconteceu. Tomamos chá e conversamos. Questionei Jesus ser chamado o “filho de Deus”, pois para os mulçumanos não há maior pecado do que fazer tal reivindicação. O Alcorão afirma vezes sem conta que Deus não tem filhos.(...) De novo, por vários dias, encontrei-me a sós com dois livros - o Alcorão e a Bíblia. Continuei a ler a ambos, estudando o Alcorão por uma lealdade faminta, mergulhando-me na Bíblia com uma fome estranha interior. (...) Eu sabia que Deus não podia estar em ambos os livros porque as mensagens deles eram tão diferentes. (...) Desde criança haviam-me ensinado que a maneira mais certa e conhecer Alá era orar cinco vezes por dia, estudar o alcorão e nele meditar. Mas as palavras... continuam vindo-me à mente: ‘Converse com Deus. Converse com ele como se fosse seu pai’.” (SHEIKH, 2001, p.52,56,57)

Que irmãos diferentes possam ser amigos, se respeitar e reconhecerem-se como filhos do mesmo Pai!

Referências

CASA PUBLICADORA DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS. Conquistando os outros pela amizade. Rio de janeiro: CPAD, 2000, 1ª ed.

MATOS, Alderi S. Cristianismo e Islamismo no Mundo Atual. Disponível em < http:// www.portalmackenzie.org.br>, acesso em 20 ago.2008

MARTINEZ, Flávio. Quem são os filhos de Abraão? Disponível em <http://www.cacp.org.br> , acesso em 20 ago.2008

SHEIKH, Bilquis. Atrevi-me a chamar-lhe Pai. São Paulo: Editora Vida, 2001, 12ª ed.

YANCEY, Philipe. Descobrindo Deus nos lugares mais inesperados. São Paulo: Mundo Cristão, 2005

Por que os judeus e os árabes/muçulmanos se odeiam? Disponível em <http://www.gotquestions.org> , acesso em 20 ago.2008

A Missão da igreja. São Paulo: Didaquê, nº 5, 2004, 3ª ed.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Conselhos de um velho apaixonado

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Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu. Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d'água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o 1º e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça. Algo do céu te mandou um presente divino.     Se um dia tiverem que pedir perdão um ao outro por algum motivo e,em troca, receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.
Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida.
Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado...
Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...
Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...
Se você não con segue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado... Se você tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela...
Se você preferir fechar os olhos, antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.
Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.
Às vezes encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais, deixam amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente. É o livre-arbítrio.
Por isso, preste atenção nos sinais.
Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida:   O AMOR !!!


Carlos Drummond de Andrade

Ser coríntio…

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Paulo escreveu quatro cartas aos cristãos na cidade de Corinto. Uma se perdeu. Nesse ano, revendo as Cartas, fiz pelo menos uma reflexão. Se ser coríntio, no gentílico, é um sinônimo de imoral, depravado, e talvez essa semelhança possa chegar até o conceito de rebelde.
Ora, rebelar-se é levantar-se contra ou acima das “cercas de proteção” que Deus nos indica. Por isso mesmo, rebelar-se é contrariar a Deus para nosso próprio inferno ou infortúnio.
Não me entendo como rebelde. Só tento fazer a partida com as cartas que tenho da maneira que escolho como melhor.
Tento respeitar outros nas suas escolhas. Mas quem vence a partida? Principalmente, se por não ser um jogo, como não se preocupar com aqueles que vão no caminho fora das “cercas”?
Levi-Strauss, em 1968, contava essa metáfora:
O homem é como um jogador que tem nas mãos, ao se instalar à mesa, cartas que ele não inventou, pois o jogo de cartas é um dado da história e da civilização [...] Cada repartição das cartas resulta de uma distinção contingente entre os jogadores e se faz á sua revelia. Quando se dão as cartas, cada sociedade assim como cada jogador as interpreta nos termos de diversos sistemas, que podem ser comuns ou particulares: regras de um jogo ou regras de uma tática. E sabe-se bem que com as mesmas cartas, jogadores diferentes farão partidas diferentes, ainda que, limitados pelas regras, não possam fazer qualquer partida com determinadas cartas.
Se a igreja em Corinto se via submetida a fortes tensões espirituais e morais e jogou a partida com as cartas que julgou melhor, resta-nos aparentemente aprender com a experiência dos jogadores e as várias partidas que já pudemos contemplar seja nos livros seja na prática nos diálogos, enfim.
Se todas as coisas operam juntas para o bem daqueles que amam a Deus o melhor mesmo é tomar assento, fazer o que puder com as cartas que se tem e esperar, sem subterfúgios.
Esperança de que no tempo de Deus há sempre o mais perfeito e as coisas que não são essenciais serão apagadas.

Dialogar


De todas as interfaces que foram criadas olhar nos olhos ainda é imbatível.
Bruno
Mas, cedendo à tirania do tempo e do ativismo, nem sempre chegamos nisso.
Dialogar traduz-se por conversar com outra pessoa ou com outro grupo, mas ainda fala a respeito de dizer ou escrever em forma de diálogo.
Aqui vou optando por essa ultima via.
Trabalhando com os meus alunos as formas de dialogo com o texto, fiquei aliviada em poder relembrar as técnicas. Pergunta-se e o ator responde com seu escrito ou destacam-se partes para comentários pessoais. São várias. Gosto mesmo de formatar um hipertexto com seus links e “viagens”.
Daí para escrever cartas é um pulo.
É importante controlar a ansiedade, divagar num terreno “seguro” e trocar idéias com interlocutores imaginários, se bem que selecionados.
Como vê fazer com que o conhecimento perpasse entre dois (ou mais) é só uma questão de esforço, de técnica (às vezes), de disposição e disponibilidade.
Obrigada por fazer parte desse processo de comunicação que estou tentando estabelecer primeiro comigo mesma e com os que amo.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Encontros

Nós somos como linhas sinuosas que, nos seus intricados caminhos, se cruzam num ponto dessa trajetória que é a vida. Aí nos encantamos e, quase ao mesmo tempo, nos estranhamos. Mas, o que seriam os cruzamentos sem esbarrões? Mónotonos e monocromáticos! Só depois, muito depois... - limites apresentados e postos - nos tornamos retas paralelas que, estáveis e equilibradas, seguem lado a lado o caminho eterno e infinito de luz.
Às vezes, a união de almas não se estabelece. Como linhas concorrentes, seguimos caminhos distintos... Esse não é o nosso caso.
O Eterno – sou grata a Ele - nos permitiu um encontro real com “sangue, suor e lágrimas”! O Espírito das Luzes, meu maior amigo e dono, conduziu nosso instante de coincidência (a quem mais posso atribuir a minha insanidade de ter certeza da importância de certas pessoas na minha vida já nos primeiros cinco minutos em que as vejo?).
ver colorido
É verdade, sim! "Escolho os meus amigos não pela pele, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante". Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e que possam agüentar o que há de pior em mim.
"Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só seu ombro e colo. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de mudanças e que lutam para a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos. Quero-os metade infantes, metade idosos. Crianças, para que não esqueçam o valor de descobrir coisas novas a cada instante e, velhos, para que nunca tenham pressa."
Tenho amigos para saber quem sou. Porque amigo é um irmão que a gente escolhe.
Vendo tão diversos e tão ímpares, bobos e sérios, misto de pecadores e santos, nunca me esquecerei de que "a “normalidade” é uma ilusão estéril", até porque diante do trono do Criador, no fim de todas as coisas, haverá um plural adorando ao Cordeiro – pessoas diferentes, como você e eu, que tiveram suas almas cativadas pelo amor de Cristo, para Deus.
Sim...Deus! Sempre comigo, Ele mais do que ninguém sempre soube a falta que sentia de meus lugares de refúgio, dos corações quentes que sempre fiz questão de ter ao meu redor. Ele sempre esteve lá, presente, atento. Estava lá quando quis ser reconstruída...Entre aquelas estrelas incandescentes, quando questionava a vida. Lá, no seu assento predileto, olhando diretamente pra mim. Encontro a partir do olhar – sempre foi assim. Um contemplar profundo, que desnuda corpo e alma, penetrava minha mente quando queria desistir de tudo, quando não tinha forças... O que fazer? Entregar-me à Esperança, à doçura de sua proteção. Existiram outros amigos. Nenhum como Ele.
Tantos encontros, algumas colisões... Sou afortunada! As verdadeiras amizades continuam a crescer, mesmo a longas distâncias, longe dos olhos, perto do coração....
O que importa mesmo não é o que tenho na vida, mas quem tenho. Não tenho que variar de amigos, os amigos transformam-se e permanecem. Se não fosse assim eu me enfadaria mais rápido de viver.
As pessoas com quem mais nos importamos na vida são tomadas muito depressa - por isso, preciso dizer que ... TE AMO!!!
Faço de meu caminho uma vida com novos sentidos constantemente. Hoje, olho para o lado e vejo você – como não ser feliz? Olho em direção ao horizonte: - Yes, o futuro é muito colorido! - e não é ilusão de ótica.