Que essa experiência recente de morte-ressurreição marcada pelos fogos de um novo ano, onde cada pedacinho de vida é tocado por um pedacinho de morte seja uma ocasião mágica sem data de validade. Porque essa vida está sempre ligada à noção de tempo. O tempo que foi, que já não temos mais e nunca mais voltará. O que fizemos, fizemos, o que não fizemos talvez ainda tenhamos chance de fazer. O tempo terá sempre o seu próprio tempo. Não podemos acelerá-lo nem atrasa-lo. Nem sempre as coisas que queremos vem no tempo que esperamos. Mas esperamos, continuamos esperando, pois o tempo é a tardança daquilo que se espera. Nesse novo dia pense no momento que ainda não chegou, mas pense na era que ainda virá - o tempo mais esfuziante, libertador e cheio de esperanças de nossas vidas - o agora, o que Deus nos dá hoje.

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