quinta-feira, 1 de abril de 2010

O homem que eu amo

 

Eu amo sim vários homens de muitas maneiras.

Pais, amigos, irmãos, amantes, filhos...

É bom ouvi-los, senti-los, chorar, sorrir, crescer com eles.

O homem-homem que eu amo, porém é indiferente.

Sem sorrisos, sem preocupações, sem contato.

Porém nem sempre foi assim.

Lembro de um homem companheiro,

Sonhando alguns sonhos juntos...

Mas o que aconteceu?

O que nos fez ser insuportáveis ao outro?

Mistérios não revelados. Fatos escondidos que trazem sofrimento...

Não sei onde errei... não sei onde erramos...

O certo é que não consigo sozinha reparar o que quer que seja.

Ah... como queria odiá-lo! Como quero apagá-lo!

Vou apagá-lo sofregamente

Num drama que quero transformar em comédia

e depois em poeira,

como se assiste a um novo filme mais interessante que o primeiro.

Uso todo o meu livre arbítrio nessa tentativa e lamento.

Lamento ter que ser assim...sem a luz dos olhos...

Sem o murmúrio das palavras...

Distante.

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