Não fui convidada para participar da festa do mundo.
Ou cheguei atrasada,
já depois que caíram as maquiagens
e desgrenharam-se os cabelos
e estou eu,
diante do quadro de criaturas de alegria embaçada,
de cabelo feito e a pintura viva na face magoada.
O chão está lavado de risos esparsos:
feitos de suor e taças partidas.
O ar, onde reina o cheiro pesado do torpor alcoólico,
traz, no seu caminhar sem brisa,
os rastros da festa como seu eco.
E estou eu, a festa finda,
com uma alegria corcunda imitando asas
Lívia Natalia
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