segunda-feira, 22 de novembro de 2010

AUSÊNCIA

corvo

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Flashes e folhas

 
 
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Iluminada!
Alguém disse que eu era assim um dia e como costumo fazer acredito nas pessoas... e quando acredito bom faço acontecer...
Como em todo estalo uma luz sempre se acende e tento mantê-la assim constantemente.
Sim... e exagero nisso a maior parte das vezes e sempre fico feliz por isso. Porque como um farolete preciso pulsar...
Mas como até os grandes faróis se apagam... se cansam... perdem o sentido...
Prossigo nesse momento em busca de mais... assim mais exigente, mais objetiva e conseqüentemente mais incômoda.
Incômoda!
Essa é outra expressão que costumo ouvir e traduzo no meu ouvido de maluca como um elogio, um lembrete para não mudar...
Porque minhas paixões são existenciais assim como meus desejos e reflexões.
Então aspiro muito mais do que as pessoas... busco o que meu ponto de vista enxerga regado por minha hipersensibilidade e percepção.
Jogo um jogo perigoso, porque preciso ser conquistada. Senão fica superficial... e ando impaciente com isso. Prefiro o tudo ou nada.
Acredite... no caso com você é nada.
Por isso, por mais incômodo que isso possa soar, não há por que se importar de verdade. Eu enxergo de forma tortuosa e especial. Assim as coisas sempre vão embora como vieram...
Como o sopro do vento numa folha seca no meio da tarde.